Lembro como hoje, o meu primeiro contanto com a obra de Kafka, fui assistir à um festival de curta de animação, e um dos curtas, que não lembro o nome me chamou a atenção, era tenso, mórbido, passava uma atmosfera “nervosa” e ao final aparecia uma dedicatória a Kafka, resolvi no mesmo dia procurar mais sobre esse fantástico autor, que já tinha ouvido falar, e consegui obter “ A metamorfose” para alguns a sua obra-prima, mas em questão de Kafka é difícil determinar, haja vista que sua obra é riquíssima.
Li de forma febril, nunca senti o que senti lendo esse fantástico livro, me lembro que iniciei por volta da meia-noite (adoro ler na madrugada, por causa do silencio), e saboreei cada frase, resolvi dormi e assim que acordei, nem tomei café recomecei de onde parei e li ate o fim, foi uma experiência única, e acredito que deva ser assim com a maioria das pessoas que possuam um mínimo de sensibilidade.
Kafka foi um profeta do nosso tempo, ele conseguia com sua sensibilidade traduzir o que todos sentimos, mas não conseguíamos traduzir em palavras: como o ser humano se tornou descartável, como uma pessoa passou a valer por usa utilidade. Triste, mas duvido que alguém diga que não é verdade, amor, caráter, bons princípios, já não valem tanto ou mais nada, o que importa é a produção, o beneficio, que podemos obter, vivemos em um mundo onde o ser humano se tornou um pouco menos que um robô, ou como ele muito bem retratou em sua obra, um pouco mais que um inseto.
No dia 3 de julho de 1883, nascia Franz Kafka, e eu não poderia deixar de escrever o quanto admiro a obra desse mestre na semana do seu aniversario.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Detesto baratas.
Postar um comentário