domingo, 8 de julho de 2007

Quando amar?

Semana passada escrevi sobre Kafka, mas algo começou a me incomodar no dia seguinte: será que a insensibilidade humana é um mal do nosso século ou uma particularidade nossa obstante o período histórico?
Será que Sócrates, Gandhi,etc...tinham razão? E ficou a pergunta, será que algo mudou? Infelizmente poucos aprenderam alguma coisa.
Digo isso porque vejo muitos dizer que amam, bater no peito e dizer que temos que amar, mas vejo que esse amor é um tanto quanto conveniente, só é praticado quando parece resultar em algum lucro. Queria ver um dia alguém ser respeitado “ainda vivo e sem exposição da mídia” por ser uma pessoa de caráter, de bondade, mas infelizmente vejo muito mau caráter ser respeitado só porque tem poder, não importando o que fazem para terem o que tem.
Fica aqui um pensamento: “A bondade do homem mau é a conveniência, a maldade do bom é a justiça”.

Valério “o que ainda, mesmo assim não desistiu de amar” Dias

2 comentários:

Elvis Costa disse...

Desculpe, nobre colega, mas tenho que discordar. Nenhum mau caráter é respeitado, meu amigo. Tenha a certeza disso. Ele pode ser, e é muitas vezes, temido e bajulado por pessoas que que se rebaixam em troca de algo. Seja pela popularidade que se obtém estando perto de quem é popular, seja por algo que se possa perder se não concordar com as condições que o mau caráter "poderoso" impuser, como por exemplo emprego, dinheiro ou a própria vida. Quem adula pessoas que possuem bens materiais são pessoas fracassadas que veneram aqueles bens mas já desistiram de batalhar para conquistarem com seu próprio esforço. Então desfrutam daquele prazer momentaneo de usufruir do que para ele seria a melhor coisa do mundo, mas na realidade continuam sem nada. Enfim, o homem de bem é o único que pode ser respeitado, em sua essênsia. E se este se curvar perante o mau caráter, continuará sendo homem de bem, porém, um fraco.
Quanto ao amor "conveniente" a que vc se referiu, vamos lá: VC seria capaz de se apaixonar perdidamente por uma mulher magrela, de cabelo curto e duro, com dentes amarelados e desalinhados, com mau hálito, que estudou até a quarta série e adora a Tati Quebra-barraco? Permita-me respoder por vc: NÃO. Então, meu caro, seu amor tbm é conveniente. Geralmente procuramos uma pessoa que nos agrade tanto externa quanto internamente. Para isso escolhemos as que se nos assemelhem nesse dois lados, podendo estar num padrão igual ou melhor que o nosso. Dificilmente escolhemos pessoas com padrão menor, se isso ocorrer em um desses lados, ou seja o interno ou o externo dessa pessoa e nós a aceitarmos, é porque seu outro lado sobressai para nós. Isso é regra. Por mais que as pessoas queiram pregar a igualdade, sempre estarão separadas por seus diferentes padrões, e o amor gerlmente obedece a esses padrões. Não podemos culpar àqueles que não nos aceitam por não alcançarmos os padrões que eles desejam, até porque não abrimos mão dos padrões que exigimos. O que podemos fazer é estar sempre querendo manter nosso padrão elevado, começando com o interior, pois ele se reflete automaticamente no exterior. O ter e o ser estão intimamente ligados, mas isso é assunto pra outra conversa. rsrsrs

Uma professora feliz! disse...

"Pergunto se alguém sabe tocar violão, mas nunca toca, isso o torna um violonista? Logo se alguém tem a capacidade de pensar e nunca o faz, isso o torna um ser humano"?

Por enquanto, não farei comentários apenas destaquei este trecho sobre o q torna uma pessoa ser humano pq gostei da reflexão!